Mais de 7 mil pessoas perderam emprego nas quatro maiores cidades da região, em 2020
O mês de abril de 2020 registrou um recorde histórico de destruição de vagas formais no Brasil, com a perda de 860.503 empregos, segundo dados do CAGED. Esse número supera a geração de empregos de todo o ano de 2019, representando uma perda significativa em um único mês.
Quatro Crises Simultâneas e seus Impactos
O Brasil enfrenta simultaneamente quatro crises: saúde (pandemia de Covid-19), econômica, política e institucional. Essa combinação de crises impacta diretamente o mercado de trabalho, forçando cortes de empregos por parte das empresas. Em apenas dois meses (março e abril), foram perdidos 1,1 milhão de vagas formais.
Números Alarmes do Desemprego
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE trouxe dados preocupantes: em abril, a taxa de desemprego atingiu 12,6% da população economicamente ativa. Embora a renda média do trabalhador tenha subido 2,5% (R$ 2.425), o cenário é alarmante: 28,6 milhões de desempregados, 5,026 milhões de pessoas desalentadas (desistiram de procurar emprego) e 6,97 milhões de subocupados. A massa salarial caiu 3,3% no trimestre, representando uma perda de R$ 7,317 bilhões.
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Perspectivas e o Caminho para a Recuperação
Apesar do cenário sombrio, há um vislumbre de esperança com o arrefecimento da pandemia e o início gradual de flexibilizações da quarentena em alguns estados. Entretanto, a crise política e institucional, com o esgarçamento entre os poderes e a diminuição de investimentos estrangeiros, representam desafios significativos para a recuperação econômica. A retomada do crescimento dependerá da estabilidade institucional e da confiança dos investidores, além da responsabilidade da população no combate à pandemia.