Especialista comenta o impacto da intervenção federal no Rio de Janeiro na economia
A decisão do governo federal sobre a segurança pública no Rio de Janeiro gerou controvérsias, principalmente em relação à reforma da previdência. Em entrevista à CBN Economia, Nelson Rocha analisou o impacto econômico dessa intervenção.
Impacto Econômico da Intervenção
Segundo Rocha, o impacto nas finanças públicas é negativo. A intervenção impede qualquer alteração na Constituição, impossibilitando a votação da reforma previdenciária. Essa situação compromete o orçamento, já que sem a reforma, os gastos previdenciários, que são incompressíveis, continuarão altos. O governo terá que realizar cortes em outras áreas, com estimativas de um corte extra de R$ 14 bilhões.
Cenário Econômico Positivo Apesar das Adversidades
Apesar dos problemas nas finanças públicas, outros indicadores econômicos mostram-se positivos. A inflação e as taxas de juros estão baixas, com perspectiva de manutenção ou redução. Dados como o crescimento de 46,1% nas vendas de imóveis em São Paulo em 2017 em relação a 2016, demonstram uma atividade econômica aquecida, com projeções otimistas para o setor da construção civil. O cenário internacional favorável, com crescimento nos EUA, Europa e China, também contribui para essa perspectiva positiva.
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Em resumo, a intervenção federal no Rio de Janeiro apresenta consequências negativas para as finanças públicas, principalmente pela impossibilidade de avançar na reforma previdenciária. No entanto, outros indicadores econômicos demonstram um cenário positivo, impulsionado por uma inflação baixa, juros baixos e um contexto internacional favorável. A situação exige um acompanhamento atento, considerando os diferentes aspectos da economia brasileira.