Especialista fala sobre cenário da economia brasileira para o segundo semestre de 2020
Mais de dois meses após o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, os efeitos econômicos são devastadores. Em Ribeirão Preto, por exemplo, discute-se a flexibilização do isolamento social e o retorno gradual das atividades econômicas. A expectativa é que, a partir de junho, haja uma flexibilização em todo o país.
Recuperação Econômica Lenta e Desigual
A experiência internacional mostra que, após o pico da pandemia, a recuperação econômica é lenta, mas ganha velocidade com o passar das semanas. Países como a China já demonstram uma aceleração importante, com indicadores retornando aos níveis pré-crise. Na Europa e nos Estados Unidos, a recuperação também começa a se mostrar, embora em ritmo mais lento. No Brasil, espera-se que a flexibilização ocorra gradualmente ao longo de junho.
Desarticulação Governamental como Obstáculo à Recuperação
Um grave problema no Brasil é a falta de coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais. A ausência de uma gestão articulada na saúde, educação, cultura e meio ambiente dificulta a retomada econômica. A troca frequente de ministros da Saúde, a falta de comunicação clara à população e a devastação ambiental prejudicam a recuperação. Sem uma estratégia coordenada, o sofrimento econômico será prolongado e mais intenso.
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Acesso a Créditos e Desafios para Empresas
As empresas, especialmente as pequenas e médias, enfrentam dificuldades para acessar o crédito emergencial. Programas governamentais, apesar de bem intencionados, sofrem com excesso de burocracia, impedindo que o dinheiro chegue às empresas que precisam. A lentidão na liberação de recursos e a complexidade dos processos burocráticos agravam a situação. Mesmo com bilhões de reais disponíveis, o acesso a esses recursos tem sido muito limitado.
A situação econômica brasileira é complexa e a recuperação será lenta e desigual, agravada pela falta de coordenação governamental e pelo acesso dificultado a crédito para empresas. Embora haja expectativa de melhora com a flexibilização das medidas de isolamento, a retomada será muito mais gradual e menos vigorosa do que seria possível com uma gestão mais eficiente e articulada.