Economista analisa os novos índices do IGPM
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) de dezembro de 2017 registrou alta de 0,89%, mas o acumulado do ano foi negativo (-0,52%). Essa deflação, segundo Nelson Rocha Augusto, contribuirá para uma inflação baixa em 2018, devido à inércia inflacionária.
Inflação sob controle e perspectivas positivas
O economista destaca que todos os indicadores de inflação ficaram abaixo do esperado, permitindo uma política monetária mais expansionista com taxas de juros menores. Isso impacta positivamente o consumo, reduz custos para as empresas e contribui para uma inflação “civilizada”, com projeções positivas para o próximo ano.
Mercado de trabalho: recuperação com nuances
Apesar do fechamento de mais de 12 mil postos de trabalho em novembro, Nelson explica que parte significativa dessa redução se deve a fatores sazonais, principalmente na agropecuária e indústria de transformação. O comércio, por outro lado, apresentou contratações devido às vendas de Natal. Considerando esses fatores, a geração de empregos em novembro foi de 68.602 novos postos. A nova legislação trabalhista também contribui para uma perspectiva positiva de geração de empregos em 2018, com estimativa de criação entre 1,2 e 1,4 milhões de postos.
Leia também
Cenário regional e reformas
Em Ribeirão Preto, o cenário de emprego é mais positivo que o nacional, com a cidade se destacando na geração de empregos em outubro. A economia local, baseada em agroindústria e serviços, sofreu menos com a crise e se recupera mais rapidamente. A construção civil é o setor que ainda apresenta dificuldades. Para manter o equilíbrio econômico, o economista enfatiza a importância das reformas, principalmente a previdenciária, para garantir recursos ao setor público e evitar medidas mais drásticas no futuro. A reforma tributária também é apontada como fundamental para uma maior justiça social.
Em suma, apesar dos desafios no mercado de trabalho, o cenário econômico para 2018 é visto como positivo, com inflação controlada e perspectivas de crescimento na geração de empregos, desde que as reformas estruturais sejam aprovadas. A região de Ribeirão Preto demonstra uma resiliência econômica significativa, impulsionada pela diversificação de seus setores produtivos.