Banco Central reduz taxa de juros para o menor valor desde 1986
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 7% ao ano, o menor nível desde 1986. Essa queda, esperada por analistas, é muito bem recebida e representa um recorde histórico para o Brasil.
Preparação para a redução da taxa de juros
A redução foi possível graças à ancoragem das expectativas inflacionárias. Preços desajustados foram corrigidos, como o do gás de cozinha, sem impactar fortemente a inflação. Uma safra agrícola abundante, alto nível de desemprego e uma política de contenção de gastos governamentais contribuíram para a queda da inflação, próxima de 3% ao final do ano.
Cenário futuro e impactos
A taxa de juros tende a permanecer em 7%, podendo cair para 6,75% na próxima reunião do Copom (7 de fevereiro de 2024). A aprovação da reforma previdenciária influenciará diretamente novas reduções, com a possibilidade de atingir uma taxa nominal de 6,5% e uma taxa real de 2,5%. A reforma tributária também contribuirá para a redução de custos das empresas. O mercado financeiro demonstra expectativa de queda, não de alta, na taxa de juros para o próximo ano.
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Considerações finais
Embora o IGP-DI tenha registrado alta de 0,8% em novembro, acima do esperado, esse aumento se concentra em bens intermediários de atacado. O acumulado do ano permanece negativo, e indicadores como a boa expectativa para a safra agrícola e a recuperação das lagoas de produção de energia elétrica apontam para uma inflação em torno de 4% para 2024. A aprovação da reforma previdenciária é crucial para um crescimento econômico sustentável com taxas de juros baixas. O cenário internacional positivo, com a economia americana crescendo e gerando empregos, contribui para um otimismo em relação ao futuro do Brasil.