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Colunista analisa os dados do Caged que apontam aumento na geração de empregos em outubro
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Colunista analisa os dados do Caged que apontam aumento na geração de empregos em outubro

Colunista analisa os dados do Caged que apontam aumento na geração de empregos em outubro

A economia americana apresenta uma inflação surpreendentemente baixa, abaixo da meta de 2% para o próximo ano. Apesar do forte crescimento econômico (acima de 2,5% em 2017), com baixo desemprego (em torno de 4,5%), a inflação permanece em queda. Esse cenário incomum gera dificuldades para o Federal Reserve (Banco Central americano), que sinaliza a necessidade de aumentar gradualmente as taxas de juros, mesmo com a inflação baixa.

Inflação baixa e crescimento econômico americano

A persistência da baixa inflação nos EUA, mesmo com um crescimento econômico robusto e taxas de desemprego historicamente baixas, é um fenômeno novo e desafiador. Indicadores de longo prazo apontam para a necessidade de esforços para atingir a meta inflacionária. O Federal Reserve, apesar de reconhecer a situação, indica aumentos graduais nas taxas de juros, um retorno à normalidade após anos de taxas historicamente baixas desde a crise de 2008. A expectativa é de um aumento na taxa de juros na reunião de dezembro de 2017.

Impacto da economia americana no Brasil e no mundo

O crescimento econômico americano, mesmo com a inflação baixa, tem impactos positivos para o Brasil e o resto do mundo. A maior economia global demanda produtos e serviços, contribuindo para o equilíbrio financeiro global e o fluxo de capitais. Os EUA também são grandes exportadores de capitais, com investimentos significativos no Brasil (aproximadamente US$ 80 bilhões em 2017), impulsionando o investimento estrangeiro direto e auxiliando na recuperação da economia brasileira. A estabilidade econômica americana ajuda a atrair investimentos estrangeiros, acelerando a saída da crise brasileira.

Cenário econômico brasileiro e oscilação do dólar

O Brasil apresenta sinais positivos, com investimentos estrangeiros diretos significativos (aproximadamente US$ 80 bilhões em 2017), superávit na balança comercial (aproximadamente US$ 60 bilhões) e reservas internacionais próximas a US$ 400 bilhões. Isso fortalece a economia brasileira em termos de contas externas e oferta de dólares. Embora haja oscilações cambiais em função de fatores políticos e econômicos, a expectativa é de que o dólar permaneça em um patamar entre R$2,20 e R$2,30. Para aqueles que precisam comprar dólares, recomenda-se aproveitar momentos de queda, buscando uma média ao invés de tentar prever o momento exato da melhor cotação. A geração de empregos em outubro de 2017 também foi positiva, com um saldo de quase 77 mil novos postos de trabalho, superando as expectativas e indicando uma recuperação econômica. O emprego, tradicionalmente o último indicador a se recuperar, mostra-se mais resiliente, com bons resultados em diversos setores, como indústria e serviços. A nova legislação trabalhista, em vigor a partir de novembro, deve contribuir ainda mais para essa recuperação.

A combinação de crescimento econômico americano, estabilidade financeira brasileira e recuperação do mercado de trabalho nacional indica um cenário positivo, embora desafios persistam. A previsão é de continuidade dessa tendência, com a economia brasileira se mostrando resiliente e em processo de recuperação.

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