Números mostram otimismo de empresários com a melhora na economia
Indicadores de confiança em setores importantes da economia brasileira, como agricultura, construção civil e indústria, mostram sinais positivos até 15 de novembro. Segundo Nelson Rocha Augusto, apesar de alguns relatórios ainda pendentes, a perspectiva de recuperação econômica permanece forte e vem surpreendendo positivamente a cada semana.
Setores em Crescimento
A pesquisa, realizada por instituições como a Fundação Getúlio Vargas e a Fiesp, aponta resultados positivos em diversos setores. Na agricultura, com a maior parte da safra plantada, a expectativa é de uma colheita abundante, dependendo de chuvas adequadas. O setor da construção civil também demonstra recuperação, com aumento da confiança devido à redução dos estoques de imóveis e retomada dos lançamentos. O consumo também deve ser impulsionado pela redução do desemprego e aumento do emprego, levando a um maior otimismo do consumidor.
Cenário Internacional e Taxas de Juros
O cenário internacional também influencia a economia brasileira. Nos Estados Unidos, a inflação está controlada, próxima à meta de 2% ao ano, e o mercado de trabalho mostra-se robusto. O Federal Reserve (FED) deve elevar a taxa de juros em dezembro, a terceira alta em 2023, sinalizando uma normalização da política monetária americana. A expectativa é de mais quatro aumentos em 2024, aproximando as taxas de juros americanas de patamares históricos considerados normais. Essa tendência afeta a taxa de câmbio e o custo do capital em diversos países, incluindo o Brasil, reduzindo gradualmente as oportunidades antes disponíveis.
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Oportunidades e Desafios para o Brasil
O Brasil precisa aproveitar a janela de oportunidades ainda aberta, mas que está se fechando gradualmente. A aprovação de reformas estruturais, como a reforma administrativa, é crucial para fortalecer a economia e garantir um crescimento mais consistente quando as taxas de juros internacionais subirem. A agilidade na implementação dessas reformas é fundamental para que o país se prepare para um cenário de taxas de juros mais elevadas no exterior. Ações rápidas e coordenadas são necessárias para garantir um futuro econômico mais sólido para o Brasil.