Especialista comenta os efeitos no mercado financeiro após anúncio de privatizações
O governo brasileiro anunciou um ambicioso plano de privatizações para impulsionar a economia e sanear as contas públicas. A medida mais impactante é a privatização da Eletrobras, prevista para o início de 2024, seguida por um pacote adicional de privatizações.
Privatização da Eletrobras: Um Passo Essencial
A privatização da Eletrobras é crucial para reverter os danos causados por intervenções governamentais anteriores que levaram ao desinvestimento no setor elétrico. A empresa sofreu uma desvalorização significativa, perdendo bilhões de reais em valor de mercado. A privatização visa atrair investimentos privados, melhorar a eficiência e garantir a qualidade do serviço, impedindo a repetição de erros passados que prejudicaram o setor e a economia.
Pacote de Privatizações: Ampliação do Alcance
Além da Eletrobras, o pacote de privatizações inclui outros ativos importantes, como o aeroporto de Congonhas (SP) e a Casa da Moeda, somando um valor estimado em R$ 44 bilhões. A experiência com concessões de aeroportos à iniciativa privada demonstra resultados positivos, com melhoria na eficiência e na qualidade dos serviços. Este modelo reduz o risco para o Estado, uma vez que as concessões possuem prazos definidos e mecanismos de devolução em caso de descumprimento das obrigações contratuais, como ilustrado pelo caso do aeroporto de Campinas.
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Impulso à Economia e às Finanças Públicas
A venda de ativos estatais injeta recursos nas finanças públicas, permitindo ao governo enfrentar os desafios fiscais. Além disso, a privatização promove um ambiente econômico mais favorável, estimulando investimentos, gerando empregos e contribuindo para o crescimento econômico sustentável. A medida representa um avanço na busca por maior eficiência e transparência na gestão dos recursos públicos.