Especialista analisa o pacote de medidas anunciado para tentar amenizar os impactos do novo coronavírus na economia
O mundo enfrenta uma crise econômica sem precedentes devido à pandemia de coronavírus. Governos ao redor do globo têm anunciado pacotes de medidas para conter os impactos, mas os efeitos a médio e longo prazo ainda são incertos.
Medidas Econômicas Globais
Os Estados Unidos, por exemplo, cortaram a taxa de juros duas vezes e anunciaram a compra de títulos para injetar liquidez na economia. Outras medidas incluem a discussão de doações em dinheiro para os mais necessitados. O Banco Central Europeu também anunciou um pacote de compra de títulos de empresas europeias no valor de € 750 bilhões. Embora essas medidas não resolvam o problema de saúde pública, elas visam atenuar o sofrimento das pessoas e empresas, focando na sobrevivência neste momento crítico. A recuperação econômica dependerá fortemente do controle da pandemia.
Cenário Brasileiro
No Brasil, o governo anunciou medidas para conter os impactos econômicos do coronavírus, incluindo o congelamento da cobrança de alguns impostos. Há um esforço para unificar as ações governamentais, com foco na saúde pública e na proteção da população mais vulnerável. Medidas importantes incluem a realocação de recursos, como o deslocamento de verbas militares para a saúde, sem comprometer o teto de gastos. A prioridade é direcionar recursos para os aproximadamente 80 milhões de brasileiros que vivem em situação de vulnerabilidade econômica, evitando o agravamento da crise social.
Leia também
Recuperação e Perspectivas
A experiência da China sugere que após o controle do vírus, a recuperação econômica pode ser rápida. No entanto, a duração do ciclo da pandemia e o sofrimento associado ainda são incertos. A recuperação dependerá do controle da pandemia, e a prioridade atual é atenuar o sofrimento da população e das empresas, preparando o caminho para uma retomada mais rápida quando a crise sanitária estiver controlada. A prudência fiscal é essencial para evitar impactos negativos a longo prazo.