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Especialista analisa os impactos econômicos causados pelo coronavírus
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Especialista analisa os impactos econômicos causados pelo coronavírus

Especialista analisa os impactos econômicos causados pelo coronavírus

O mundo enfrenta os reflexos econômicos do coronavírus, e as autoridades globais reagiram com medidas conjuntas para estimular a economia.

Medidas Econômicas Mundiais

O corte na taxa de juros foi uma das ações mais visíveis. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve cortou a taxa em 0,5%, uma medida significativa, considerando que a taxa já era baixa e que a economia americana está em pleno emprego. Na Europa, a pressão é maior, mas a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, declarou que não pretende, pelo menos por enquanto, reduzir mais a taxa de juros. A pressão na Europa é pela expansão do gasto público, mas há um conflito entre países como a Itália, que pressiona por isso, e a Alemanha, que se opõe à ampliação do déficit público.

Cenário Internacional e Pressão Fiscal

Os mercados internacionais pressionam as autoridades europeias por flexibilização fiscal, ou seja, aumento nos gastos públicos. Embora isso pudesse atenuar os efeitos econômicos, a Alemanha, provavelmente, devido à sua posição de liderança e superávit, vai dificultar essa ampliação. A velocidade de recuperação econômica dependerá crucialmente da duração da crise de saúde pública. Se o controle da doença for alcançado em alguns meses, a recuperação será rápida. Caso contrário, o desgaste econômico poderá levar a uma recessão global.

Cenário Nacional e Impasse Político

No Brasil, o Congresso manteve o veto do presidente Jair Bolsonaro a emendas impositivas no orçamento. Esse embate gerou uma crise institucional, afetando negativamente as expectativas e dificultando a aprovação de reformas importantes para o crescimento econômico. Apesar do PIB baixo em 2019 (1,1%), a economia brasileira ainda apresenta sinais positivos, como a firmeza dos preços das commodities, indicando que os efeitos do coronavírus ainda não impactaram significativamente a atividade econômica interna. O único setor que mostrou queda na demanda foi o transporte aéreo de passageiros, principalmente em voos internacionais. A situação política, no entanto, permanece tensa e pode prejudicar o crescimento futuro.

A incerteza permanece como o principal desafio. A duração da crise sanitária determinará o impacto econômico global e nacional, afetando a recuperação e o crescimento a longo prazo. A situação requer monitoramento constante e ações estratégicas para minimizar os danos.

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