Colunista comenta a desvalorização do Real nos últimos dias frente ao Dólar e afirma que economia, no entanto, está melhorando
O real sofreu desvalorização significativa frente ao dólar nos últimos dias, atingindo cerca de R$ 4,20. Em novembro, a desvalorização foi de aproximadamente 4,5%, totalizando mais de 8% no ano. Apesar disso, a situação econômica brasileira não reflete problemas como no passado, onde a desvalorização acompanhava piora econômica, inflação e aumento de juros. Atualmente, a economia está crescendo e a inflação está controlada.
Fatores que influenciaram a alta do dólar
Vários fatores contribuíram para a alta do dólar. Primeiro, a expectativa de grande entrada de dólares no Brasil com o leilão do pré-sal não se concretizou totalmente, com a Petrobras absorvendo grande parte dos recursos. Segundo, a redução da taxa de juros no Brasil diminuiu o diferencial em relação aos juros internacionais, reduzindo o atrativo para investimentos estrangeiros. Por fim, tensões geopolíticas, como a guerra comercial entre China e EUA, geraram um ‘flight to quality’, com investidores buscando segurança em dólar, afetando moedas de países emergentes, incluindo o real.
Impactos da alta do dólar na economia brasileira
A alta do dólar, embora tenha impactos negativos em alguns setores (como o aumento do preço de combustíveis e produtos importados), também apresenta aspectos positivos. Estimula as exportações, principalmente do agronegócio, e protege as empresas brasileiras da concorrência internacional. A desvalorização cambial também pode impulsionar o turismo doméstico. Apesar do aumento de custos para quem importa, a inflação permanece baixa e não deve ser significativamente afetada pela desvalorização do real, exceto para produtos importados.
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O Brasil possui cerca de US$ 380 bilhões em reservas internacionais e a expectativa de uma grande safra agrícola reforça a capacidade exportadora do país. As perspectivas para as vendas de Natal são positivas, com estimativas de crescimento de 6% em relação ao ano passado, impulsionadas pela liberação do FGTS, redução da taxa de juros e expansão do crédito. Embora haja otimismo, é importante a prudência dos consumidores para evitar o endividamento excessivo.
Cenário Econômico Positivo
A aprovação da reforma da previdência e outras reformas em andamento contribuem para a estabilidade econômica, com projeções de crescimento do PIB em torno de 1% para este ano e 2,5% para o próximo. A geração de empregos também está em alta, com expectativas positivas para o mercado de trabalho. Apesar das incertezas globais, os indicadores apontam para a continuidade da recuperação econômica brasileira, incentivando o consumo com cautela e planejamento financeiro.