Colunista repercute as escolhas do Prêmio Nobel da Economia
O Prêmio Nobel de Economia de 2023 foi concedido a três pesquisadores focados em microeconomia e no combate à pobreza: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer. A premiação destaca a importância de pesquisas que buscam eficiência em políticas públicas para reduzir a pobreza, um problema agravado pela crescente concentração de renda no mundo.
Combate à Pobreza com Eficiência
Banerjee, Duflo e Kremer desenvolveram métodos rigorosos para testar a eficácia de intervenções contra a pobreza. Ao invés de simplesmente aumentar recursos, como material didático ou alimentação escolar, eles se concentram em entender as causas da pobreza e direcionar os recursos para onde eles realmente fazem a diferença. Por exemplo, focar em estratégias que melhorem o aprendizado dos alunos, impactando positivamente sua capacidade de geração de renda futura.
Implicações para o Brasil e o Mundo
Este Nobel reforça a necessidade de ir além do crescimento econômico puro e simples. É fundamental garantir que os benefícios do desenvolvimento alcancem a base da pirâmide social, melhorando a qualidade de vida e as oportunidades para as populações mais vulneráveis. Somente assim, é possível construir uma sociedade mais justa e sustentável, com crescimento econômico de longo prazo.
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Cenário Econômico Brasileiro
A premiação também serve como um contraponto interessante ao cenário macroeconômico atual. No Brasil, observa-se um controle significativo da inflação, permitindo uma redução expressiva na taxa de juros. Este cenário, aliado a um ajuste fiscal e ao ambiente internacional favorável, projeta um crescimento econômico mais robusto nos próximos meses, com expansão do crédito e setores como construção civil e vendas de automóveis. O fim de ano promete ser melhor do que o inicialmente previsto, embora ainda abaixo do potencial.