Copom reduz taxa básica de juros de 6% para 5,5% ao ano; especialista comenta os números
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou ontem (18/09) uma redução de 0,5 pontos percentuais na taxa de juros Selic, atingindo a menor taxa da história do Banco Central: 5,5%. Essa decisão, analisada pelo especialista Nelson Rocha Augusto, sinaliza um cenário econômico positivo para o Brasil.
Taxas de Juros em Queda e suas Implicações
A redução da Selic, que já havia caído 0,5% em julho, indica uma alta probabilidade de novas quedas nos próximos meses, possivelmente mais uma ou duas vezes ainda em 2023. Isso se deve principalmente à inflação baixa, que está abaixo da meta do Banco Central (3,4% em projeção contra 4,25% da meta), impulsionada por uma folga na capacidade produtiva da indústria brasileira (em torno de 70%, abaixo dos 80% desejados) e um crescimento lento do consumo.
Inflação Baixa e Capacidade Produtiva
A queda da inflação não está diretamente ligada à redução do consumo, mas sim à sua velocidade de crescimento. Com o consumo crescendo lentamente, as empresas não conseguem aumentar os preços, mantendo a inflação baixa. Apesar do impacto previsto da alta do petróleo, a inflação projetada permanece abaixo da meta, permitindo espaço para novas reduções de juros.
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Cenário Internacional e Perspectivas Futuras
A redução global das taxas de juros, incluindo o corte de 0,25 pontos percentuais nos EUA, contribui para o cenário brasileiro. O Brasil, historicamente com taxas de juros elevadas, apresenta-se hoje com taxas menores que a maioria dos países emergentes, exceto a Índia. As projeções indicam que a taxa Selic deve permanecer baixa pelos próximos 18 meses, contribuindo para a recuperação econômica gradual do país, com a expectativa de queda adicional para 5% ou menos ainda este ano.