PIB do Brasil tem alta de 0,4% no 2º trimestre de 2019; índice é 0,1% maior que no mesmo período do ano passado
A economia brasileira apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2023, superando as expectativas dos analistas. Dados divulgados recentemente apontam para um crescimento do PIB acima do previsto, sinalizando uma recuperação após a desaceleração observada no primeiro trimestre.
Crescimento do PIB e Investimentos
O PIB brasileiro cresceu 1% em termos anuais, com destaque para o crescimento dos investimentos, especialmente na construção civil. A formação bruta de capital fixo teve um aumento de 5,2%, sendo que a construção civil contribuiu com 2% desse crescimento. Após um longo período de estagnação, esse resultado positivo na construção civil é um sinal animador para a economia.
Expansão do Crédito e Seus Impactos
Outro fator relevante é a expansão do crédito, que cresceu 12,9% nos últimos 12 meses. O crédito imobiliário, em particular, apresentou um crescimento ainda mais expressivo, com alta de 14,89%. Esse aumento no crédito impulsiona setores como a construção civil e contribui para a recuperação econômica. A maior concorrência entre bancos e o advento das fintechs são fatores que contribuem para esse cenário positivo.
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Inflação e Taxas de Juros
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) registrou uma deflação de 0,67%, influenciada pela queda nos preços de commodities como o minério de ferro, além de outros itens como batata, tomate e passagens aéreas. Essa queda nos preços ao atacado indica uma tendência de baixa inflação no varejo, abrindo espaço para novas reduções nas taxas de juros. Espera-se um corte de 0,5% na taxa Selic na próxima reunião do Copom, em setembro, reduzindo-a de 6% para 5,5%.
Em resumo, os indicadores econômicos recentes mostram um cenário positivo para a economia brasileira, com crescimento do PIB, expansão do crédito e queda da inflação. Embora o crescimento seja gradual, a tendência é de recuperação contínua, com perspectivas de um PIB mais robusto em 2024, impulsionado por fatores como a reforma da previdência e a redução das taxas de juros.