Especialista explica alta no preço de alimentos relacionados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
Os preços dos alimentos dispararam, assustando até mesmo quem gosta de ir ao supermercado. A alta está diretamente ligada ao IPCA, como explica o especialista Nelson Rocha.
Aumento nos preços dos alimentos: diversos fatores contribuem
O arroz, a carne, o frango, o leite e os ovos são apenas alguns dos itens que sofreram aumentos significativos. De acordo com Nelson Rocha, esse cenário é resultado de um conjunto de fatores. O consumo se manteve alto durante o período de isolamento social, com as pessoas passando mais tempo em casa e consumindo mais refeições caseiras. Além disso, o Brasil tem exportado grandes quantidades de proteínas, principalmente carnes, o que, embora positivo para a economia nacional, impacta diretamente nos preços internos.
Safra recorde e perspectivas futuras
Apesar da alta nos preços, a safra de grãos foi recorde, com 257 milhões de toneladas colhidas – a maior da história. A produção de soja atingiu 124,8 milhões de toneladas e a de milho, 102 milhões de toneladas. A safra de café também bateu recorde, com 59,6 milhões de sacas. Apesar desses números positivos, a previsão é que os preços dos alimentos permaneçam altos por um tempo, devido à alta demanda e à necessidade de aumento na produção.
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Embora os alimentos tenham registrado alta significativa, outros itens, como serviços, educação e passagens, apresentaram queda de preços. Esse balanço contribui para um IPCA de 0,24% em outubro, número considerado baixo pelos analistas, que projetam uma inflação de varejo entre 2,2% e 2,5% para o ano. A perspectiva para a próxima safra é otimista, dependendo das condições climáticas. O fenômeno La Niña, que pode afetar algumas regiões, deve trazer chuvas abundantes para outras, como Tocantins, Bahia e Piauí, prometendo boa produção de grãos. O setor agrícola está forte, com boa rentabilidade e acesso a crédito, indicando um ciclo positivo para a agricultura brasileira. A expectativa é que, com o aumento da produção, os preços dos alimentos nas gôndolas tendam a diminuir.
Previsões otimistas para o futuro
Apesar do susto com os preços atuais, as perspectivas para o futuro são animadoras. A combinação de uma safra recorde, um setor agrícola robusto e previsões positivas para a próxima safra indicam uma tendência de queda nos preços dos alimentos a médio prazo. A depender do clima, o Brasil tem tudo para colher bons frutos e amenizar os impactos da alta recente.



