As discussões do texto da Reforma da Previdência têm deixado assuntos econômicos em segundo plano? Especialista diz que sim
Neste 1º de julho, o Plano Real completou 25 anos, marcando um quarto de século de estabilidade econômica para o Brasil. Em entrevista à CBN, Nelson Rocha Augusto analisou o legado da moeda e as perspectivas para o futuro.
O Legado do Plano Real
Para Augusto, uma moeda estável como o Real é um contrato social fundamental. Ele destaca a importância da estabilidade para investimentos de longo prazo, orçamentos públicos e a capacidade de guardar valor. A inflação, flagelo do passado, inviabilizava planejamentos econômicos, algo que a maioria da população com menos de 25 anos sequer conhece, representando cerca de 60% da população brasileira.
Desafios e Perspectivas
Apesar das conquistas, o especialista aponta a dívida pública como o principal desafio atual. Com a dívida interna bruta próxima de 80% do PIB, a necessidade de reformas estruturais, como a previdenciária, é crucial para manter a estabilidade econômica. A meta de inflação para 2022, fixada em 3,5% pelo Conselho Monetário Nacional, demonstra o sucesso em controlar a inflação, mas a reforma da previdência é essencial para evitar um futuro cenário inflacionário.
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Caminhos para o Futuro
A aprovação da reforma da previdência é vista como um passo fundamental para o futuro econômico do Brasil. Ela abriria caminho para outras reformas, como a tributária, além de estimular o crescimento econômico e a geração de empregos. A conversibilidade plena do Real, objetivo para os próximos 10 anos, almeja inserir a moeda brasileira no cenário internacional, elevando seu prestígio.