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Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso proposta que altera regras do funcionalismo público; entenda!
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Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso proposta que altera regras do funcionalismo público; entenda!

Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso proposta que altera regras do funcionalismo público; entenda!

A reforma administrativa proposta pelo governo federal em setembro de 2020 visa modernizar a gestão de recursos humanos no serviço público, buscando maior eficiência e redução de custos. A proposta, porém, enfrenta resistência de funcionários públicos.

Redução de Gastos e Modernização

A principal meta da reforma é diminuir o gasto público, focando em áreas que não geram benefícios econômicos. Isso inclui o combate a salários acima do teto, licenças-prêmio e gratificações acumuladas. Atualmente, existem 319 carreiras no funcionalismo público federal, um número considerado excessivo e sem paralelo em outros países. A reforma pretende organizar essas carreiras, diferenciando as de Estado (como Forças Armadas e Itamaraty) das demais, que terão maior flexibilidade, buscando se aproximar dos padrões internacionais e privados.

Impacto e Alterações para Novos Servidores

As mudanças propostas afetarão principalmente os novos servidores, não impactando aqueles já em atividade. A expectativa é que a reforma traga maior mobilidade entre as áreas, permitindo, por exemplo, transferências entre ministérios. A rigidez atual no sistema de concursos públicos dificulta essas movimentações, algo que a reforma busca solucionar. A modernização do sistema também visa melhorar a eficiência do serviço público e reduzir custos a longo prazo.

Desafios e Implicações para o Futuro

Apesar do potencial positivo, a reforma enfrenta desafios. A resistência de funcionários públicos, somados à necessidade de reformas semelhantes no Legislativo e Judiciário, representam obstáculos significativos. O alto gasto público, que atingirá 800 bilhões de reais em 2020 devido à pandemia de Covid-19 e permanecerá alto em 2021 (em torno de 300 bilhões), exige um ajuste fiscal urgente. A dívida pública brasileira, que deve chegar a 95% do PIB em 2020, é um alerta para a necessidade de medidas mais eficazes de controle de gastos. A aprovação rápida da reforma é crucial para evitar uma crise econômica mais grave no futuro, com impactos negativos no emprego, investimento e crescimento econômico.

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