Nosso colunista fala sobre a coqueluche
Apesar da coqueluche ser uma doença conhecida e com vacina disponível, recentes surtos têm sido registrados em diversas regiões do Brasil. Conversamos com o Dr. Jairio de Carvalho Jr. para entender melhor essa doença que afeta as vias respiratórias.
Identificando a Coqueluche
A coqueluche se caracteriza por uma tosse prolongada que apresenta períodos de melhora e piora ao longo de duas a quatro semanas. Inicialmente seca, a tosse evolui para um som mais produtivo, com crises intensas e dificuldade respiratória, muitas vezes acompanhadas de vômitos e problemas alimentares. A criança pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) devido à falta de ar, o que preocupa bastante os pais.
Diagnóstico, Tratamento e Prevenção
O diagnóstico da coqueluche é clínico, podendo ser confirmado por exames. A vacinação é fundamental, realizada em etapas (2, 4 e 6 meses, 15 meses e 4 anos de idade). Gestantes também devem ser vacinadas, principalmente em regiões com surtos. Embora a vacina ofereça proteção, ela não é definitiva, podendo sua eficácia diminuir após alguns anos. Em casos de surtos, a revacinação de parte da população pode ser necessária. O tratamento inclui antibióticos específicos e repouso domiciliar, afastando a criança da escola enquanto os sintomas persistirem, que pode durar semanas. A transmissão ocorre por gotículas da tosse, sendo o contato interpessoal a principal forma de contágio.
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Complicações e Riscos
A coqueluche pode apresentar complicações pulmonares, como pneumonia, e em casos graves, pode levar ao rompimento de parte do pulmão. Crianças menores de dois anos são mais vulneráveis a complicações, podendo haver risco de vida. É importante o acompanhamento médico para um tratamento adequado e prevenção de problemas futuros.