Você sofre de refluxo? Saiba quais os males que o problema pode acarretar caso não for diagnosticado rapidamente
Regurgitação em bebês: quando se torna um problema?
Refluxo: o que é e quando preocupar-se?
Nem toda regurgitação em bebês indica refluxo gastroesofágico. Bebês que regurgitam com frequência, mesmo com técnica de amamentação adequada (seja amamentação materna ou com mamadeira), merecem atenção. É preciso investigar, principalmente se houver consequências como baixo ganho de peso, irritabilidade, alterações respiratórias (tosse, rouquidão, infecções de repetição), ou se a criança apresenta asma ou broncoespasmo. A frequência elevada de regurgitação justifica uma avaliação médica.
Refluxo fisiológico x refluxo patológico
O refluxo fisiológico é normal nos primeiros meses de vida, permitindo a adaptação do esôfago. Já o refluxo patológico, considerado uma doença, causa problemas de crescimento e desenvolvimento, podendo estar associado a infecções respiratórias (pneumonias, bronquites), necessitando de tratamento medicamentoso ou, em casos graves, cirurgia.
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Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas. Exames como a pHmetria esofágica (que mede a acidez no esôfago) e a impedância-pHmetria (mais precisa, mas menos acessível) auxiliam na confirmação. O refluxo pode afetar a absorção de nutrientes, causando anemia e interferindo no desenvolvimento infantil, além de impactar o sono e o apetite do bebê devido ao desconforto. O tratamento envolve ajustes na alimentação, posicionamento adequado do bebê (com a cabeça mais elevada), e, se necessário, medicamentos. É crucial manter o bebê na posição vertical por 30 a 40 minutos após a alimentação.
Em resumo, a regurgitação em bebês requer observação. A persistência de sintomas ou a presença de sinais de alerta devem levar os pais a procurar um pediatra para avaliação e tratamento adequados.