Tema da coluna desta semana é o refluxo nas crianças
Regurgitação em bebês: um assunto frequente que preocupa muitos pais. A regurgitação, ou retorno do leite após a mamada, é comum em crianças de zero a dois anos, especialmente nos primeiros meses de vida. No entanto, é importante diferenciar o que é normal do que pode indicar um problema.
Amamentação e o uso de mamadeira: detalhes que importam
Em bebês amamentados, a mãe deve ficar atenta a alguns sinais: barulho ao sugar, soluços frequentes e muitos arrotos. Esses indicam que a criança pode estar engolindo muito ar junto com o leite. Já em bebês alimentados com mamadeira, a quantidade de leite, o tamanho do bico e a velocidade da mamada influenciam. Um bico inadequado ou uma mamada muito rápida podem levar à ingestão excessiva de ar.
Consequências da ingestão de ar e indícios de refluxo
A ingestão de ar durante a mamada pode causar desconforto abdominal, levando a cólicas e regurgitação. Em casos mais graves, o leite pode ir para o tubo respiratório, causando pneumonia ou otite. Se a regurgitação for frequente, mesmo com a técnica de amamentação ou uso de mamadeira adequados, pode ser um sinal de refluxo gastroesofágico. Outros sintomas de refluxo são irritabilidade, choro excessivo, salivação intensa e dificuldade para ganhar peso.
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Quando procurar ajuda médica
É fundamental a orientação de um pediatra para avaliar a frequência e a intensidade da regurgitação, descartando problemas mais sérios. Pais devem procurar ajuda médica caso observem sintomas como vômitos frequentes, dificuldade para ganhar peso, irritabilidade persistente ou sinais de desconforto respiratório. Acompanhamento regular com o pediatra é essencial para garantir o desenvolvimento saudável do bebê.