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Pediatra alerta para os riscos do consumo precoce de bebidas alcoólicas
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Pediatra alerta para os riscos do consumo precoce de bebidas alcoólicas

Pediatra alerta para os riscos do consumo precoce de bebidas alcoólicas

Com o carnaval se aproximando, é crucial reforçar a importância do consumo moderado de bebidas alcoólicas. Um alerta especial deve ser dirigido aos pais sobre o uso de álcool por seus filhos, principalmente considerando o surgimento de produtos alcoólicos com apelo infantil, como picolés e geladinhos de cerveja e caipirinha.

Riscos do consumo precoce de álcool

Não existe limite seguro para o consumo de álcool, em qualquer idade. Um estudo publicado na revista The Lancet demonstra que o consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, apresenta riscos. Na adolescência, esses riscos são ainda maiores, pois o sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento. Estudos mostram que o consumo contínuo de álcool entre 13 e 16 anos pode causar alterações no lobo frontal do cérebro, afetando funções como pensamento abstrato, planejamento e tomada de decisões.

Álcool e energéticos: uma mistura perigosa

A combinação de álcool e energéticos é extremamente prejudicial. Energicos contêm cafeína, um estimulante do sistema nervoso central, enquanto o álcool é um depressor. Essa mistura aumenta o risco de arritmias e outras doenças cardíacas, além de levar ao consumo excessivo de álcool, intensificando a intoxicação.

Orientações aos pais

Pais devem evitar ao máximo oferecer bebidas alcoólicas aos filhos, principalmente antes dos 20 anos. Iniciando o consumo precocemente, mesmo que de forma aparentemente inofensiva, aumenta em quatro vezes o risco de dependência futura. Embora o álcool esteja presente em diversos contextos sociais, é importante não glamorizar seu uso e evitar beber na frente dos adolescentes, para não incentivar o consumo precoce. A imitação dos pais é um fator determinante no comportamento dos adolescentes.

A conscientização sobre os perigos do consumo precoce de álcool e a importância da moderação são fundamentais para proteger a saúde dos jovens. A combinação de álcool e energéticos representa um risco ainda maior, devendo ser evitada a todo custo. A orientação aos pais é crucial para criar um ambiente que desestimule o consumo de álcool na adolescência.

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