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Pediatra analisa a importância de comunicar às crianças, de uma forma didática, sobre a pandemia
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Pediatra analisa a importância de comunicar às crianças, de uma forma didática, sobre a pandemia

Pediatra analisa a importância de comunicar às crianças, de uma forma didática, sobre a pandemia

Com a pandemia de COVID-19, a quarentena trouxe consigo uma preocupação crescente com a saúde mental da população, especialmente crianças e adolescentes. A quebra da rotina, a perda do convívio social e o medo da doença geraram impactos significativos.

Impactos na rotina e na saúde mental infantil

Crianças e adolescentes vivenciaram mudanças drásticas: suspensão das aulas, maior tempo em casa com os pais, uso obrigatório de máscaras e intensificação da higiene. Essas alterações, embora necessárias, causaram impacto emocional. É crucial explicar a situação de forma acessível, sem esconder a realidade.

Estratégias de enfrentamento

Para minimizar os efeitos do confinamento, o estabelecimento de rotinas em casa e o estímulo ao contato virtual com entes queridos, como avós, são medidas importantes. Apesar da incerteza sobre os impactos a longo prazo, especialistas alertam para a possibilidade de uma próxima pandemia de transtornos mentais.

Estudos e dados preocupantes

Estudos em países como Espanha e Portugal apontam para o aumento do consumo de alimentos, uso excessivo de eletrônicos e redução da prática de exercícios físicos entre crianças e adolescentes durante a quarentena. Um estudo na China revelou que quase 30% dos jovens entre 12 e 21 anos apresentaram sintomas de ansiedade moderada a grave, e 16,5% sintomas de depressão após o confinamento. Dados da epidemia de SARS também indicam alta incidência de transtorno de estresse pós-traumático em indivíduos que passaram pela quarentena. Uma revisão de estudos apontou fatores como duração do confinamento, medo de infecção, frustração, tédio, falta de recursos básicos e informações inadequadas como agravantes do estresse durante a quarentena.

A pandemia trouxe à tona a importância da saúde mental, especialmente em crianças e adolescentes. A adaptação às mudanças, a busca por rotinas e o apoio familiar e social são fundamentais para minimizar os impactos negativos dessa experiência. A disseminação de informações confiáveis também se mostra crucial para evitar o aumento da ansiedade e do estresse.

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