Quais os benefícios da amamentação? Pediatra traz informações sobre esse período
A amamentação oferece inúmeros benefícios, fortalecendo o vínculo mãe-criança, melhorando a imunidade e reduzindo o risco de obesidade infantil, como destaca o pediatra Dr. Ivã Savioli.
Desafios na Amamentação
Embora benéfica, a amamentação pode apresentar dificuldades. Rachaduras no mamilo, dor durante a amamentação (mesmo sem rachaduras) e formatos de mamilo (plano ou invertido) são obstáculos comuns, mas muitas vezes contornáveis. Em alguns casos, a baixa produção de leite pode ser um fator, frequentemente associada a técnicas inadequadas de amamentação. O estresse também desempenha um papel significativo, impactando negativamente a produção láctea e exigindo apoio e compreensão para a mãe.
Benefícios para o Desenvolvimento Infantil
Os benefícios da amamentação para o desenvolvimento infantil são vastos. Crianças amamentadas apresentam menor incidência de infecções e demonstram melhor desenvolvimento cognitivo em comparação às alimentadas com leite artificial. A amamentação também protege contra doenças crônicas na vida adulta, como diabetes, colesterol alto e obesidade.
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Técnicas e Cuidados na Amamentação
A posição ideal para amamentar é aquela que mãe e bebê acham mais confortável. Uma posição clássica envolve o bebê deitado com o corpo perpendicular ao da mãe (barriga com barriga), com a boca totalmente aderida à aréola, a parte superior mais visível que a inferior. A mãe pode auxiliar na pega, envolvendo o mamilo com a mão. A sensação da mama esvaziando durante a amamentação indica uma pega eficaz. Recomenda-se começar a amamentação pela mama que foi utilizada por último na mamada anterior, para estimular a produção de leite em ambas as mamas igualmente. Embora algumas crianças se satisfaçam com uma mama, o ingurgitamento mamário pode ocorrer se a criança mamar muito pouco. Caso a criança mame bem, a fome a levará a mamar novamente, esvaziando a mama.
Alguns medicamentos, como metoclopramida e domperidona, podem aumentar a produção de leite, mas somente sob prescrição médica. Álcool e nicotina, ao contrário, inibem a produção de leite. Não há evidências científicas que comprovem a influência de alimentos na produção láctea, embora algumas mães relatem alterações. Em caso de suspeita, recomenda-se evitar o alimento em questão.