Pediatra reforça a importância do teste do pezinho para identificar possíveis doenças e possibilitar o tratamento imediato
O teste do pezinho, exame obrigatório para recém-nascidos, é um procedimento simples que coleta sangue do pé do bebê para detectar diversas doenças. Disponível tanto na rede pública quanto na privada, ele garante a detecção precoce de condições que podem ser tratadas com sucesso se diagnosticadas a tempo.
Doenças Detectadas pelo Teste do Pezinho
O teste do pezinho básico, oferecido pelo SUS, detecta seis doenças: fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito (erros no metabolismo), anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, deficiência de biotinidase (outro erro metabólico), fibrose cística e hipoplasia adrenal congênita. Já os testes ampliados, disponíveis em clínicas particulares, podem detectar um número bem maior de doenças, variando de 10 a 53, dependendo do tipo de exame.
Teste Ampliado: Custo x Benefício
A ampliação do teste do pezinho é um tema debatido entre especialistas. Estudos demonstram que o custo do tratamento de doenças detectadas pelo teste ampliado é significativamente maior do que o custo do próprio exame. Apesar disso, a implementação do teste ampliado em todo o Brasil enfrenta desafios. A realidade da saúde pública brasileira é complexa, com recursos finitos e diferentes prioridades regionais. Em algumas regiões, doenças mais prevalentes podem exigir maior atenção dos recursos disponíveis, mesmo que o teste ampliado seja clinicamente benéfico.
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Confirmação do Diagnóstico e Procedimentos
Resultados alterados no teste do pezinho resultam em convocação para uma segunda coleta de sangue. Em casos de anormalidades persistentes, uma terceira coleta pode ser necessária, ou o bebê é encaminhado a um especialista para confirmação do diagnóstico. O ideal é realizar o teste entre o terceiro e o sétimo dia de vida, no máximo até o 28º dia. A coleta antes do terceiro dia de vida não é recomendada.