Até qual idade ‘dar colo’ para a criança não tira sua independência? Saiba como praticar o ‘desapego’
Muitos pais se questionam sobre a quantidade ideal de colo para seus filhos. Afinal, o carinho é essencial, mas o excesso pode prejudicar a autonomia da criança? Não existe uma resposta definitiva, mas especialistas afirmam que a privação de afeto pode trazer prejuízos ao desenvolvimento, enquanto o excesso pode ser identificado quando a criança demonstra vontade de explorar o ambiente e os pais a impedem, segurando-a no colo.
A importância do colo e seus limites
O contato físico, especialmente o colo, é fundamental para o desenvolvimento infantil, transmitindo segurança e afeto. A falta desse contato pode resultar em problemas no desenvolvimento neuropsicomotor e até mesmo em insegurança na vida adulta. No entanto, é preciso observar se o desejo de colo está impedindo a criança de desenvolver sua independência e explorar o mundo ao seu redor. Não existe uma fórmula mágica para definir o tempo ideal, mas a qualidade do colo é tão importante quanto a quantidade.
Afeto, autonomia e a dinâmica familiar
A necessidade de colo pode, em alguns casos, afetar a intimidade do casal. Entretanto, a falta de privacidade não deve ser justificativa para restringir o afeto da criança. A prioridade deve ser o desenvolvimento saudável da criança, e o colo se configura como um elemento fundamental nesse processo. Pais que trabalham fora, por exemplo, podem compensar a menor quantidade de tempo com a criança oferecendo um colo mais presente e afetivo quando estão disponíveis.
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Qualidade sobre quantidade
A preocupação dos pais com a quantidade de colo oferecida é comum, especialmente para mães. A verdade é que não há uma medida exata, e a qualidade do colo é mais relevante que a quantidade. Momentos de afeto genuíno e presentes são mais importantes do que horas prolongadas de colo sem interação significativa. O importante é estar atento às necessidades da criança, buscando equilibrar o afeto com o estímulo à autonomia e independência.