Pediatra alerta sobre uma nova doença que pode estar sendo acarretada pela Covid-19; confira!
Síndrome Inflamatória Multisistêmica em Crianças e Adolescentes: Uma Nova Preocupação
A Emergência de um Novo Quadro Clínico
Médicos do Reino Unido, Espanha, França e Itália reportaram um aumento significativo de casos de uma síndrome inflamatória multisistêmica em crianças e adolescentes, semelhante à Síndrome de Kawasaki, mas com características distintas. A faixa etária afetada é mais ampla, atingindo principalmente crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, com casos relatados em pacientes de até 21 anos. Diferentemente da Síndrome de Kawasaki, que raramente afeta crianças acima de 8 anos, essa nova síndrome apresenta um perfil etário diferente.
Sintomas e Diagnóstico da Síndrome
A síndrome inflamatória multisistêmica, provavelmente associada à COVID-19, manifesta-se com febre persistente (acima de 38,5°C por mais de três dias), manchas vermelhas pelo corpo, pressão baixa, distúrbios de coagulação, diarreia, vômitos e dor abdominal. Exames de sangue revelam níveis elevados de substâncias inflamatórias. Ecocardiogramas podem indicar inflamação e disfunções cardíacas, inclusive aneurismas da artéria coronária, similarmente à Síndrome de Kawasaki. Embora a maioria dos pacientes não apresente sintomas respiratórios, a infecção pelo novo coronavírus é confirmada em cerca de 90% dos casos.
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Tratamento e Perspectivas
Muitas crianças e adolescentes acometidos necessitaram de internação em UTI e ventilação mecânica. Apesar da gravidade, a mortalidade é baixa em comparação com adultos infectados pela COVID-19. O tratamento, frequentemente realizado em ambiente hospitalar, inclui imunoglobulina humana, similar ao tratamento da Síndrome de Kawasaki. A síndrome parece se desenvolver semanas após a infecção pelo novo coronavírus, como uma resposta inflamatória tardia à invasão viral. A pesquisa continua para elucidar completamente a relação entre a COVID-19 e essa nova síndrome.
A compreensão e o tratamento dessa nova síndrome são cruciais para a proteção da saúde infantil. A ciência continua sendo a melhor ferramenta para enfrentar esse desafio, fornecendo informações e tratamentos eficazes.