Pediatra dá orientações sobre o uso de repelentes em crianças
Em tempos de aumento de casos de dengue, a prevenção é fundamental. Repelentes são amplamente utilizados, mas exigem cuidados especiais, principalmente com crianças.
Repelentes: Como Funcionam e Cuidados com Bebês
Os repelentes não repelem mosquitos, mas sim enganam seu olfato. Para bebês menores de seis meses, não há estudos comprovando a segurança do uso de repelentes. A recomendação é vestir a criança com roupas claras (que facilitam a visualização de mosquitos) e utilizar mosquiteiros e telas em janelas, principalmente no início da manhã e final da tarde. A eliminação de criadouros também é crucial. Produtos podem ser aplicados em uma camada fina sobre as roupas, mas nunca em roupas muito finas para evitar absorção pela pele.
Crianças a Partir de Seis Meses: Opções de Repelentes
A partir dos seis meses, o uso de repelentes é possível, mas com critérios. Para crianças entre seis meses e dois anos, recomenda-se o uso de repelentes com Icaridina (IR3535). A partir de dois anos, repelentes com DEET são opções, porém sempre na versão infantil. A Icaridina é a substância mais indicada pela Organização Mundial da Saúde. Aplique o repelente evitando olhos, boca e mãos (para evitar ingestão). Não aplique mais de três vezes ao dia.
Leia também
Reações Alérgicas e Cuidados
Em caso de alergia, a criança pode apresentar vermelhidão, coceira intensa e urticária. Suspenda imediatamente o uso do repelente, lave a área com água e sabão e procure um pediatra. A prevenção da dengue exige atenção e cuidados específicos para cada faixa etária, garantindo a saúde e o bem-estar das crianças.