Permitir que os filhos durmam todos os dias junto com os pais é benéfico? Saiba como controlar a situação
É muito comum que crianças pequenas, entre dois e cinco anos, procurem a cama dos pais durante a noite. Mas será que esse hábito é saudável? Conversamos com o Dr. Gilberto Gaspar, pediatra, para entender melhor o assunto.
Insegurança e hábitos nocivos
Segundo o Dr. Gaspar, esse hábito pode estar relacionado à insegurança da criança ou à comodidade dos pais. Embora resolva o problema imediato do choro infantil, dormir com os pais gera problemas futuros, como a falta de espaço individual para todos. A criança precisa ter seu próprio espaço, assim como os pais.
Criando hábitos saudáveis para o sono
O pediatra explica que a insegurança pode afetar tanto pais quanto filhos. No entanto, é possível ensinar a criança a dormir sozinha. Sugere-se começar com a companhia próxima, sem deitar na cama da criança: uma cadeira ao lado, uma história, uma luz fraca. Com o tempo, a presença dos pais vai diminuindo gradativamente, até que a criança se acostume a dormir sozinha. O ideal é que a criança aprenda a dormir sozinha desde pequena (por volta dos 4 a 6 meses), melhorando a qualidade do sono dela e dos pais.
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Riscos e a importância do espaço individual
Dormir na cama dos pais também apresenta riscos, como o de sufocamento. A cama dos pais geralmente possui travesseiros, lençóis e outros itens que podem dificultar a respiração da criança. Além disso, existe o risco de quedas. O Dr. Gaspar relata ter atendido casos em que os próprios pais estimulam os filhos a dormirem em suas camas, mesmo na adolescência. Ele ressalta a importância de reverter essa situação, respeitando a intimidade do casal e o espaço individual da criança. Com diálogo e negociação, é possível criar hábitos mais saudáveis para todos.