Pediatra fala dos riscos de medicar as crianças depois de buscas pela internet
Pais recorrem cada vez mais à internet para buscar informações sobre cuidados com os filhos, encontrando dicas sobre alimentação, segurança doméstica e até mesmo automedicação. Porém, essa prática apresenta riscos, já que a informação online não substitui a avaliação de um profissional médico.
Acesso facilitado e riscos da automedicação
A modernização do acesso à informação, da antiga “bíblia” dos pais (livros de pediatria) para a internet, trouxe praticidade, mas também riscos. Informações incompletas, inadequadas ou alarmistas podem gerar estresse desnecessário nos pais. A procedência da informação é crucial, mesmo em sites e blogs criados por médicos, pois a interpretação pode ser equivocada.
Consequências da busca online por informações médicas
Buscar informações online pode acarretar diversos problemas. O primeiro é o atraso no diagnóstico e tratamento adequado, permitindo que a doença evolua e cause danos maiores. Outro risco grave é a automedicação, utilizando remédios de outras pessoas, o que pode levar a superinfecções e agravar o quadro clínico da criança. Há ainda casos em que os pais interrompem tratamentos médicos prescritos por acreditarem em informações encontradas na internet, colocando em risco a saúde do filho.
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A importância da comunicação médico-paciente
Para evitar esses problemas, é fundamental que os pais esclareçam todas as dúvidas durante a consulta médica. O médico deve fornecer explicações convincentes, estabelecer prazos para a evolução do tratamento e indicar sinais de alarme que requeiram nova avaliação. A comunicação clara e transparente entre médico e pais contribui para a segurança e tranquilidade da família. Em casos de doenças simples, a busca por informações online pode ter menor impacto, mas em situações mais complexas, a consulta médica é imprescindível. A prevenção e a comunicação eficaz são as melhores ferramentas para garantir a saúde das crianças.