Médico dá dicas de como saber se o filho está com depressão e como lidar com a doença
A depressão infantil é um problema grave que exige atenção. Crianças de todas as idades podem ser afetadas, e identificar os sinais pode ser crucial para garantir o tratamento adequado. Conversamos com o Dr. Jair de Carvalho Jr. para entender melhor esse assunto.
Sinais de Depressão em Crianças
Segundo o Dr. Carvalho, identificar a depressão em crianças pode ser desafiador, pois nem sempre se manifesta por mudanças comportamentais óbvias. Casos mais fáceis de identificar são aqueles em que a criança apresenta mudanças de comportamento após eventos significativos, como mudança de cidade, escola ou perda de um ente querido. No entanto, a maior preocupação deve ser com crianças que, desde cedo, demonstram pouco relacionamento social, são excessivamente comportadas ou não interagem com outras crianças. Essas crianças devem ser avaliadas para descartar a possibilidade de depressão.
Diagnóstico e Acompanhamento
O comprometimento escolar também pode ser um sinal de alerta. Uma queda no desempenho escolar de uma criança que antes tinha bom histórico pode indicar um problema subjacente, como a depressão. A dificuldade de adaptação a métodos de ensino também deve ser considerada. O Dr. Carvalho enfatiza a importância da observação contínua por parte dos pais, atentando para a falta de interesse em brincadeiras, mudanças nos desenhos e na forma como a criança se expressa em relação à família, amigos e escola. Desvios significativos do comportamento esperado para a idade devem ser levados a sério e justificam uma avaliação psiquiátrica e psicológica.
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Prevenção e Tratamento
É importante lembrar que a depressão infantil pode evoluir para o suicídio. O aumento dos casos está associado à baixa interação familiar, competição exacerbada entre crianças e adolescentes, e ambientes tóxicos. A participação ativa dos pais nas consultas médicas é fundamental, pois o médico pode identificar problemas no ambiente familiar que contribuem para a depressão da criança. A observação atenta dos pais, aliada a uma avaliação profissional, é crucial para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida da criança.