Colunista reforça o poder do discurso dentro do ambiente de trabalho
Comunicação Não Violenta: Um guia para melhorar o ambiente de trabalho
Observando os fatos e os sentimentos
Em tempos de ânimos acirrados, como os que precedem uma eleição, a comunicação violenta se torna ainda mais prevalente, não só na esfera política, mas também no ambiente corporativo. O pesquisador Marshall Rosenberg aprofundou-se no tema da Comunicação Não Violenta (CNV), destacando que a comunicação violenta frequentemente resulta de uma tentativa de dominação e poder, utilizando punições e recompensas de forma incisiva. Para se comunicar de forma não violenta, Rosenberg propõe quatro princípios simples. O primeiro é a observação objetiva dos fatos, sem julgamentos. Por exemplo, ao invés de dizer “Seu relatório está atrasado e você é desorganizado”, prefira “Seu relatório está atrasado dois dias”. O segundo ponto é observar o sentimento envolvido na situação. Como a outra pessoa se sentirá? Humilhada? Oprimida? Com medo? Compreender a emoção do outro é crucial para uma comunicação eficaz.
Necessidades e ações para resolução
O terceiro princípio da CNV é identificar as necessidades envolvidas. Muitas vezes, a comunicação se torna violenta pela falta de clareza sobre o que precisa ser feito. Explicitar as necessidades de forma objetiva é fundamental. Por exemplo: “Preciso do seu relatório até tal data para uma reunião com um cliente. Sei que o prazo é curto, mas posso te ajudar de alguma forma?”. O quarto e último princípio é agir para resolver o problema. Se o relatório está atrasado, ofereça ajuda. Disponibilize recursos ou auxílio para que a tarefa seja concluída. A chave está em agir com o objetivo de encontrar uma solução.
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Os impactos da comunicação violenta
A comunicação violenta é paralisante. Em vez de estimular, ela gera inércia, suprime a criatividade e a busca por soluções. A empatia é essencial no processo de comunicação não violenta, colocando-se no lugar do outro para melhor compreender suas perspectivas e necessidades. Ao adotar esses princípios, é possível criar um ambiente de trabalho mais colaborativo e produtivo, evitando conflitos e promovendo o respeito mútuo.



