Virado à paulista se torna patrimônio imaterial do estado
O virado paulista, prato típico da culinária paulista, foi reconhecido como patrimônio imaterial do estado de São Paulo. Sua origem remonta ao período bandeirante, combinando ingredientes de diferentes culturas – africana, europeia e americana – em uma receita única.
Um pouco de história e tradição
A receita do virado paulista evoluiu ao longo dos anos, mas sua base permanece a mesma: feijão, farinha (inicialmente a farinha de milho, depois a de mandioca), e outros acompanhamentos como linguiça, bacon, ovos e couve. O nome “virado” vem da forma como os ingredientes eram misturados, virando o feijão sobre a farinha na panela. A textura ideal é a de um pirão, nem muito duro nem muito mole. A combinação de feijão batido com grãos inteiros e caldo grosso é o segredo para um bom virado.
Variantes e diferenças regionais
Embora o virado paulista seja tradicionalmente feito com farinha de mandioca, no sul de Minas Gerais, por exemplo, a farinha de milho é mais comum. A presença de bisteca também varia, assim como outros acompanhamentos. A principal diferença entre o virado paulista e o tutu mineiro reside na farinha utilizada: mandioca no primeiro e milho no segundo. Apesar das variações, ambos os pratos compartilham uma rica herança cultural e sabores inconfundíveis.
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O virado paulista é mais do que um simples prato; é um símbolo da cultura bandeirante, representando a miscigenação e a adaptação de ingredientes ao longo da história. Sua inclusão como patrimônio imaterial reforça sua importância para a identidade cultural paulista, garantindo a preservação de uma tradição culinária saborosa e significativa.



