Tema da coluna de hoje é o mangarito
Neste artigo, exploramos um ingrediente pouco conhecido da culinária brasileira: o mangarito. A conversa a seguir, transcrita de um programa de rádio, detalha suas características e preparo.
O Mangarito: Um Tubérculo Pré-Colombiano
O mangarito é um tubérculo com parentesco com a tayoba, o cará e o inhame, apresentando similaridades com o gengibre, apesar de não pertencer à mesma família. Seu uso era comum no Brasil pré-colombiano, principalmente nas regiões que vão do México ao Brasil. Embora sua origem exata seja desconhecida, sabe-se que era consumido pelos nativos brasileiros.
Um Ingrediente Raro e Delicado
O mangarito é um ingrediente raro nos dias de hoje, com sua produção concentrada em poucas regiões do Brasil. Sua delicadeza exige um preparo cuidadoso: após lavar e remover a terra da casca (como em cogumelos), deve-se mergulhá-lo em água fervente antes de descascar. O cozimento deve ser rápido (cerca de cinco minutos), pois sua textura macia se deteriora facilmente. Sua utilização na culinária é versátil: pode ser usado em salteados, molhos, purês ou até mesmo assado, como um acompanhamento.
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Sabores de Saudade e Alta Gastronomia
A experiência de saborear o mangarito é descrita como única, evocando sensações de conforto e nostalgia. Seu aroma e sabor são peculiares, uma mistura de tubérculo com notas complexas e difíceis de definir. A alta gastronomia brasileira redescobriu o mangarito, utilizando-o em criações inovadoras. Chefs renomados, como Roberta Sudbrack, ex-chefe do Palácio do Planalto, valorizam o ingrediente por seu sabor único e sua representatividade da culinária nacional. A busca por esse tubérculo especial pode ser feita através de encomendas, pois sua presença em mercados comuns é limitada.



