Colunista fala sobre a composição do shoyo no Brasil
O consumo de shoyu no Brasil levanta preocupações após estudo da USP revelar que a composição do molho contém menos de 20% de soja, sendo o milho o principal ingrediente.
Menos soja, mais milho: a composição do shoyu brasileiro
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram 70 amostras de shoyu comercializadas no Brasil e descobriram que o principal componente do molho não é a soja, como se espera, mas sim o milho. A pesquisa, realizada em conjunto com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e divulgada pela FAPESP, aponta que o baixo custo do milho em comparação à soja é um dos fatores que explicam essa composição.
O preço da soja e a escolha do milho
A saca de soja custa em média 87 reais, enquanto a de milho sai por 38 reais. Essa diferença significativa de preços pode ser o principal motivo para a substituição da soja pelo milho na produção de shoyu no Brasil. A pesquisa gerou debates, principalmente entre consumidores de origem japonesa, que criticam a composição do produto e preferem as versões importadas.
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Dicas para o consumidor
A recomendação é ler atentamente os rótulos dos produtos para verificar a composição e optar por aqueles com maior teor de soja. A pesquisadora destaca que, embora o shoyu brasileiro seja mais salgado, o shoyu japonês, além de mais cremoso e com sabor mais intenso, permite o uso de menor quantidade, compensando o preço mais alto. A utilização de aplicativos de ampliação de imagem no celular também pode facilitar a leitura das informações presentes nos rótulos.



