Colunista fala dos molhos que deixam as comidas mais escuras
A culinária contemporânea apresenta uma tendência intrigante: a comida queimada ou carbonizada. Mas será que esse prato peculiar conquista paladares ou apenas desperta curiosidade?
De Arizona a São Paulo: Inspirações para a Cozinha na Brasa
O programa de culinária “CBN, mesa para três” discutiu a ascensão da comida com toque de queimado, inspirada em experiências internacionais. A ideia surgiu a partir de um programa de TV no Arizona, em 1999, onde o chef cozinhava ao ar livre. No Brasil, Felipe Bronze, com seu programa “Perto do Fogo”, no GNT, popularizou essa técnica, elevando a brasa a um novo patamar.
A Cozinha Preta: Uma Tendência Global
A tendência da “cozinha preta” vai além do simples churrasco. Ela engloba pratos com ingredientes torrados, como o sorvete de coco preto que fez sucesso nos EUA, e o uso de molhos escuros, como a tinta de lula na culinária italiana. A técnica de torrar ingredientes antes do preparo final, presente na culinária escandinava e japonesa, também contribui para essa tendência. Até mesmo o “Black Day” na Coreia do Sul, onde se come macarrão com molho de feijão preto, reforça essa aceitação cultural do sabor “queimado”.
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Um Sabor Que Divide Opiniões
Apesar da popularização, a comida queimada ainda gera controvérsias. O sabor intenso e o contraste com os cânones tradicionais da culinária podem ser um desafio para alguns paladares. Enquanto alguns chefs exploram a técnica para criar pratos contemporâneos e visualmente impactantes, outros preferem a sutileza dos sabores tradicionais, evitando o amargor e o risco à saúde associado à fumaça. A aceitação, portanto, depende do paladar e da experiência individual, sendo uma tendência que continua a evoluir e a dividir opiniões.



