Estudo mostra que mulheres estudam mais, mas salários médios são menores do que o dos homens
Dados recentes da ONU revelam que, apesar de estudarem mais, as mulheres brasileiras recebem salários 41,5% menores que os homens. Este estudo, que compara indicadores de 166 países, fez o Brasil cair para a 79ª posição no ranking de desenvolvimento de gênero.
Desigualdade Salarial e Escolaridade
A pesquisa indica que as mulheres brasileiras têm em média mais anos de estudo (8,1 anos) do que os homens (7,6 anos), e uma expectativa de escolaridade maior em 15,8%. Apesar dessa diferença, a disparidade salarial persiste, com as mulheres recebendo significativamente menos na renda bruta.
Comparação Internacional e Consequências
O Brasil ficou atrás de países como Uruguai, Rússia e Venezuela, mas à frente de Argentina, Colômbia e África do Sul. As consequências dessa desigualdade se refletem em três áreas: saúde reprodutiva (mortalidade materna e gravidez na adolescência), empoderamento (participação política e conclusão do ensino superior) e atividade econômica (participação no mercado de trabalho). O Brasil ocupa a 89ª posição entre 162 países nesse quesito, com um índice de 0,386 (quanto mais próximo de zero, melhor).
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Ações Necessárias
Considerando que o Brasil possui a segunda pior distribuição de renda do mundo, segundo o relatório da ONU, é crucial a implementação de políticas públicas eficazes para combater essa desigualdade de gênero e promover a igualdade salarial. Ações governamentais são necessárias para enfrentar essa problemática e melhorar a posição do país no ranking internacional.



