Congelamento de óvulos em prol da carreira da mulher tem sido cada vez mais comum
O congelamento de óvulos, oferecido como benefício por empresas como LinkedIn e Mercado Livre, tem gerado debates acalorados. Esse procedimento permite que mulheres adiem a maternidade sem interromper suas carreiras, mas levanta questões complexas sobre a pressão no ambiente de trabalho e as implicações a longo prazo.
Pressões e Benefícios Corporativos
Empresas de tecnologia têm se destacado ao oferecer o congelamento de óvulos como benefício às funcionárias, arcando com custos que variam de R$ 17.000 a R$ 25.000. Embora aparentemente positivo, esse ato levanta questionamentos sobre se isso se trata de um verdadeiro benefício ou uma forma de incentivar as mulheres a priorizarem a carreira em detrimento da maternidade em idade mais precoce, impactando assim seus planos familiares.
Riscos e Implicações da Maternidade Tardia
A decisão de adiar a gravidez por meio do congelamento de óvulos pode acarretar riscos. A fertilização não garante o sucesso da gravidez, e postergar a maternidade para os 40 ou mais anos pode implicar em dificuldades adicionais, como maior chance de complicações na gravidez e parto. Além disso, existe a incerteza sobre a manutenção do emprego após a licença-maternidade, com o risco de demissão em um momento delicado da vida profissional e familiar.
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Equilíbrio entre Carreira e Família: O Desafio Atual
O debate sobre o congelamento de óvulos destaca a necessidade de um ambiente de trabalho mais flexível e acolhedor para as mulheres. Empresas que priorizam o bem-estar dos funcionários, oferecendo suporte em momentos de desafio pessoal e profissional, tendem a ter colaboradores mais engajados e produtivos. A busca por um equilíbrio entre carreira e família é um desafio contínuo, que exige a conscientização tanto das empresas quanto das próprias mulheres, para que decisões sejam tomadas de forma informada e sem pressão.



