Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher completa 40 anos no Brasil
Em 2020, o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher completou 40 anos, marcando quatro décadas de luta contra um problema persistente e alarmante no Brasil. Desde as primeiras manifestações em 1980, na escadaria do Teatro Municipal de São Paulo, a violência de gênero continua a ser uma grave realidade.
Números alarmantes da violência contra a mulher
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam a gravidade da situação: uma mulher é assassinada a cada sete horas no Brasil, colocando o país em 5º lugar no ranking mundial de feminicídios, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, uma mulher sofre violência doméstica a cada dois minutos. Em 2018, foram registrados 263.067 casos de lesão corporal, apenas considerando os denunciados, segundo a Lei Maria da Penha. A subnotificação, infelizmente, é um fator que aumenta ainda mais a dimensão real do problema.
Violência sexual e psicológica: um problema multifacetado
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também aponta um aumento recorde nos registros de estupro, com uma menina de até 13 anos sendo estuprada a cada 15 minutos. Quase 54% das vítimas de violência sexual são menores de idade. A violência não se limita ao físico; as agressões psicológicas também crescem anualmente, representando uma forma significativa de violência contra as mulheres, conforme previsto na Lei Maria da Penha. Um estudo realizado no Rio de Janeiro em 2019 (“Doce é Mulher”) registrou um aumento significativo nos casos de ameaças e constrangimentos ilegais contra mulheres entre 2017 e 2018.
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Impactos em diversos contextos
A violência contra a mulher afeta diversos aspectos da vida, desde o ambiente de trabalho até o momento do parto. Dados indicam que quase metade das brasileiras já sofreu assédio sexual no trabalho, e uma em cada quatro mulheres é vítima de violência obstétrica. O Brasil também ocupa uma posição preocupante no ranking de paridade política de gênero na América Latina, e uma mulher trans é assassinada a cada três dias. Esses dados, levantados pelo Universo AU, demonstram a urgência de ações efetivas para combater a violência de gênero em todas as suas formas.
A luta contra a violência à mulher exige um esforço contínuo e coletivo. A conscientização, a denúncia e a implementação de políticas públicas eficazes são fundamentais para garantir a segurança e os direitos das mulheres brasileiras.



