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Comissão de defesa do direito da mulher da Câmara Federal aprova proposta que cria equilíbrio em pesquisas clínicas
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Comissão de defesa do direito da mulher da Câmara Federal aprova proposta que cria equilíbrio em pesquisas clínicas

Comissão de defesa do direito da mulher da Câmara Federal aprova proposta que cria equilíbrio em pesquisas clínicas

Equilíbrio de gênero em pesquisas clínicas: uma vitória para a saúde da mulher?

Pesquisa clínica e a representatividade feminina

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que visa tornar obrigatório o equilíbrio entre homens e mulheres em pesquisas clínicas com seres humanos. A ideia central é garantir uma distribuição mais equitativa, próxima de 50%, refletindo a realidade da população e minimizando vieses de gênero nos resultados.

Sanções por desequilíbrio de gênero

A proposta prevê sanções disciplinares para pesquisadores que descumprirem a nova regra. As penalidades serão definidas pela legislação do Conselho Profissional ao qual o pesquisador está vinculado, sem prejuízo de outras sanções civis e penais. A obrigatoriedade de equilíbrio de gênero visa garantir a segurança e a eficácia de tratamentos e medicamentos para ambos os sexos.

Caminho da proposta e impactos futuros

A proposta segue atrásra para análise em comissões do Congresso, incluindo as de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Constituição e Justiça, e Cidadania. A expectativa é que a aprovação da lei contribua para pesquisas mais precisas e inclusivas, refletindo a necessidade de equidade de gênero na ciência e na saúde. A falta de representatividade feminina em pesquisas já demonstrou causar danos desproporcionais às mulheres, como evidenciado pelo exemplo de medicamentos retirados do mercado por causarem maiores danos em mulheres do que em homens. A busca por voluntários para pesquisas também é um desafio que pode impactar o equilíbrio de gênero nos estudos.

A aprovação desta proposta representa um passo importante para a garantia de saúde equitativa entre homens e mulheres, incentivando pesquisas mais robustas e confiáveis. A participação de ambos os sexos em igualdade é crucial para o desenvolvimento de tratamentos eficazes e seguros para toda a população.

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