Estudo do Sebrae aponta que metade das empreendedoras negras abrem seu negócio por necessidade
Mulheres Negras e o Empreendedorismo por Necessidade
Um estudo recente do Sebrae, divulgado pela Folha de São Paulo, revelou um retrato preocupante do empreendedorismo feminino no Brasil, especialmente entre mulheres negras. A pesquisa aponta que 49% das empreendedoras negras iniciam seus negócios por pura necessidade, devido à falta de oportunidades no mercado formal de trabalho. Em comparação, apenas 35% das empreendedoras brancas se encaixam nessa categoria.
Desigualdade de Renda e Setores de Atuação
A pesquisa também destaca a disparidade de renda entre os grupos. As empreendedoras negras recebem em média R$ 1.384,00 por mês, o menor rendimento entre todos os grupos analisados. Apesar das dificuldades, a presença das mulheres negras se mostra em diversos setores, como beleza, alimentação e vendas, muitas vezes adaptando-se às habilidades e recursos disponíveis, como a produção e venda de marmitas ou a abertura de pequenos salões de beleza.
Informalidade e Ausência de Benefícios
A informalidade é outra característica marcante do empreendedorismo feminino negro. A maioria das empreendedoras trabalha sem os benefícios tradicionais, como férias, décimo terceiro salário e fundo de garantia, o que agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade financeira. Apesar da pequena recuperação no mercado de trabalho formal, a informalidade persiste, forçando muitas mulheres a buscarem alternativas para complementar a renda e garantir a sobrevivência.
As mulheres negras representam 17% dos empreendedores do país, mas enfrentam uma realidade de desigualdade e precariedade. A pesquisa demonstra a urgência de políticas públicas que promovam a inclusão e a igualdade de oportunidades para este grupo, garantindo condições justas de trabalho e renda.



