Estudo aponta que as mulheres que trabalham fora são as que mais sofrem de violência doméstica
Mulheres que trabalham fora são mais atingidas pela violência doméstica, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Independência feminina e violência
Uma pesquisa recente do IPEA revelou que 52,2% das mulheres economicamente ativas sofrem violência, quase o dobro da taxa entre as mulheres que não trabalham (menos de 25%). A independência financeira e a busca por ajuda são apontadas como fatores que contribuem para a maior identificação de casos de violência entre as mulheres que trabalham fora.
Desafio da identificação da violência
Muitas mulheres não reconhecem que estão em situações de violência, justificando agressões como eventos isolados ou atribuindo a culpa a si mesmas. A dificuldade em identificar a violência doméstica é um grande obstáculo para a busca de ajuda e o rompimento do ciclo abusivo. É crucial diferenciar situações pontuais de padrões de comportamento abusivo.
Onde buscar ajuda
A revista online Dock Yon, da Cidade On, publicou uma reportagem especial sobre relacionamentos abusivos, com relatos de mulheres que vivenciaram essa realidade e dicas de como identificar e denunciar a violência. A reportagem destaca a importância da conscientização e da busca por apoio em casos de violência doméstica. A experiência de uma mulher que se casou com um finlandês e enfrentou dificuldades para se divorciar, mesmo após conseguir a separação na Finlândia, ilustra a complexidade e a persistência dos desafios enfrentados pelas vítimas.


