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No ano passado, 4,7 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no país; maioria é mulher
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No ano passado, 4,7 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no país; maioria é mulher

No ano passado, 4,7 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no país; maioria é mulher

Desemprego no Brasil: um retrato preocupante

Dados recentes de uma pesquisa nacional apontam um quadro alarmante: milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego em 2023. Esse número, que ultrapassa 4,7 milhões de pessoas, é equivalente à população de um país inteiro. A pesquisa, realizada pela CDE, identificou um perfil específico entre os desalentados: mulheres, nordestinos e pessoas com baixa escolaridade são os mais afetados.

Mulheres e as dificuldades de conciliar trabalho e família

As mulheres representam 54,31% desse contingente de pessoas que desistiram de procurar trabalho. Um dos principais motivos apontados é a dificuldade de conciliar as responsabilidades familiares com a busca por emprego. A falta de vagas em creches e escolas, somada ao alto custo desses serviços, se configura como um grande obstáculo para a reinserção das mulheres no mercado de trabalho. A situação é agravada em cidades como Ribeirão Preto, que recebe um grande fluxo migratório anual, aumentando a demanda por vagas e serviços de educação infantil.

Soluções e perspectivas

A situação exige ações imediatas. A criação de parcerias público-privadas para ampliar o acesso a creches e escolas é uma das medidas sugeridas. Além disso, a busca por qualificação profissional e a implementação de políticas públicas que estimulem a geração de empregos formais são fundamentais. A informalidade e a falta de oportunidades, especialmente para mulheres e nordestinos, contribuem para o aumento do desalento e a perpetuação do ciclo de desemprego. A reportagem do G1 destaca relatos de estudantes que foram obrigados a interromper os estudos por falta de tempo e recursos, evidenciando a complexidade do problema e a necessidade de políticas públicas mais eficazes.

É preciso reconhecer a gravidade da situação e buscar soluções inovadoras e eficazes para enfrentar o desafio do desemprego no Brasil. A falta de oportunidades, combinada com as dificuldades de acesso a serviços essenciais como educação infantil, afeta de forma desproporcional mulheres e nordestinos, demandando ações urgentes para reverter esse cenário preocupante. O investimento em educação, qualificação profissional e políticas de inclusão social são cruciais para garantir um futuro mais justo e próspero para todos os brasileiros.

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