O assunto do quadro desta semana é a morte da ativista Sabrina Bittencourt, uma das primeiras a denunciar João de Deus
A morte de Sabrina Bitencourt, ativista que ajudou a desmascarar João de Deus, chocou o país e gerou diversas especulações. Encontrada morta em Barcelona, onde morava com o filho, a causa da morte ainda está sendo investigada. Há rumores de uma carta de suicídio e mensagens nas redes sociais mencionando a vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.
Ativista incansável
Sabrina Bitencourt foi uma das primeiras a denunciar João de Deus, criando a plataforma COAM (Combate ao Abuso no Meio Espiritual) para auxiliar vítimas de abuso sexual por líderes religiosos. Ela mesma foi abusada desde os quatro anos de idade por membros da igreja que frequentava e, aos 16 anos, passou por um aborto após ser estuprada por um desses indivíduos. Sua luta pela justiça a tornou uma voz importante no combate à violência sexual em ambientes religiosos.
Ameaças e Mudanças Frequentes
Devido ao seu trabalho, Sabrina recebia constantes ameaças de morte, o que a obrigava a mudar de endereço com frequência. Ela compartilhava sua localização com poucas pessoas, mantendo-se em sigilo para sua própria segurança. Seu ativismo incluiu apoio à Adalva Teixeira, filha de João de Deus, em suas denúncias de abuso. Sabrina também fazia parte do grupo “Somos Muitas”, que divulgou diversas acusações contra o médium no ano passado.
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Um Legado de Luta
A morte de Sabrina Bitencourt deixa um vazio na luta contra o abuso sexual, especialmente em contextos religiosos. Sua coragem e dedicação inspiraram muitas mulheres a denunciarem seus agressores e buscarem justiça. As investigações em torno de sua morte precisam ser conduzidas com rigor para que a verdade seja esclarecida e para que seu legado de luta continue inspirando a busca por um mundo mais justo e seguro para todas as mulheres.



