Pela priemira vez, FMI terá uma mulher como economista-chefe
FMI terá primeira economista-chefe mulher
O Fundo Monetário Internacional (FMI) terá, pela primeira vez em sua história, uma mulher como economista-chefe. Gita Gopinath, de 46 anos, assumirá o cargo de conselheira econômica e diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, substituindo Maurice Obstfeld, que se aposentará no fim do ano. A nomeação representa um marco para a instituição e para a representatividade feminina em posições de liderança na economia global.
Trajetória de sucesso
Gopinath possui um currículo impecável. Professora de Estudos Internacionais e Economia na Universidade de Harvard, ela também é coeditora da renomada American Economic Review e do Journal of International Economics. Autora de mais de 40 artigos científicos sobre temas como taxas de câmbio, crises financeiras, política monetária e dívida em mercados emergentes, Gopinath possui PhD em Economia pela Universidade de Princeton. Seu trabalho já foi reconhecido internacionalmente: em 2014, o FMI a incluiu entre as 25 melhores economistas com menos de 45 anos, e em 2011, o Fórum Econômico Mundial a nomeou Jovem Líder Global.
Importância do novo cargo
Como economista-chefe, Gopinath será responsável pela produção dos relatórios globais semestrais do FMI, documentos que servem como referência para governos e mercados ao redor do mundo. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, destacou as credenciais acadêmicas impecáveis de Gopinath e sua posição como uma das economistas mais destacadas do mundo. A nomeação reforça o compromisso do FMI com a diversidade e a inclusão, e demonstra a crescente importância da representatividade feminina em setores tradicionalmente dominados por homens.
A trajetória de Gita Gopinath inspira e demonstra que, com dedicação e trabalho árduo, é possível alcançar posições de destaque em qualquer área, inclusive na economia. Sua nomeação é um passo importante para a igualdade de gênero no mundo econômico e um sinal de que as mulheres estão cada vez mais assumindo papéis de liderança em instituições globais.



