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Colunista faz um balanço da representatividade feminina nessas eleições
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Colunista faz um balanço da representatividade feminina nessas eleições

Colunista faz um balanço da representatividade feminina nessas eleições

Mais Mulheres na Política Brasileira: Um Avanço Lento

Apesar de um aumento no número de mulheres ocupando cargos políticos no Brasil, a representatividade feminina ainda está longe da igualdade. A Câmara dos Deputados, por exemplo, terá 77 deputadas em 2024, um aumento de 24 cadeiras em relação a 2023, representando 15% das vagas. Embora seja um avanço em relação aos 6% de 1998, a diferença em comparação à presença masculina continua gritante. De quase 2.800 candidatas a deputadas federais, apenas 3% foram eleitas.

Desigualdade Regional e Partidária

A desigualdade na representatividade feminina também se manifesta regionalmente. Estados como Amazonas, Maranhão e Sergipe não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados. Em relação aos partidos, PT e PSDB lideraram em número de deputadas eleitas (10 cada), seguidos pelo PSL com 9. No Senado, a situação permanece inalterada, com 7 mulheres eleitas, o mesmo número da eleição anterior. Nas Assembleias Legislativas, houve um aumento para 161 mulheres eleitas, 42 a mais que em 2014.

Comparação Internacional e o Caminho para a Igualdade

O Brasil ocupa a posição 156 em um ranking mundial de igualdade no Parlamento, atrás de países como Argentina (39% na Câmara e 42% no Senado) e até mesmo do Afeganistão. A Índia, com 12% de mulheres em cargos políticos, também se posiciona à frente do Brasil. Considerando que 51% da população brasileira é feminina, a sub-representação nas esferas de poder é evidente. Embora os números indiquem um progresso, o caminho para a igualdade de gênero na política brasileira ainda é longo e demanda ações efetivas para garantir maior representatividade feminina.

Apesar do aumento no número de mulheres em cargos políticos, a conquista da igualdade de gênero ainda requer um esforço significativo. A baixa representatividade em alguns estados e a discrepância em comparação a outros países demonstram a necessidade de políticas públicas mais eficazes e um engajamento maior da sociedade para superar as barreiras que impedem a plena participação feminina na política brasileira. A esperança é que o trabalho das mulheres eleitas contribua para mudanças substanciais e para uma maior inclusão no futuro.

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