Pesquisa mostra que 51% das mulheres ainda não têm candidato à presidência definido
Mulheres e política: um cenário de indecisão nas eleições brasileiras
Indecisão feminina: um retrato do eleitorado
Pesquisa recente indica que 51% das mulheres brasileiras ainda não tinham definido seu candidato à presidência, representando quase 40 milhões de eleitoras indecisas. Esse número é significativamente maior que o índice de indecisão masculina (29%). Entre as mulheres indecisas, 45% residem no Sudeste e 54% recebem até dois salários mínimos. A pesquisa aponta uma relação entre baixa renda e maior índice de indecisão, sugerindo que o acesso à informação e o acompanhamento da campanha política podem ser fatores determinantes.
O perfil da indecisão: renda e informação
O estudo revela que muitas mulheres indecisas desconhecem os candidatos e suas propostas. A falta de conhecimento sobre os candidatos e seus partidos é alarmante, principalmente considerando a obrigatoriedade do voto no Brasil. Em Ribeirão Preto, por exemplo, apesar da alta taxa de mulheres com ensino médio e superior completo, a indecisão persiste, com 58% das eleitoras com ensino superior completo ainda sem candidato definido. Essa situação demonstra a necessidade de estratégias mais eficazes de comunicação política que alcancem diferentes perfis sociais.
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Caminhos para uma participação mais consciente
A alta taxa de indecisão feminina nas eleições levanta questionamentos sobre a representatividade política e o acesso à informação. A falta de conhecimento sobre os candidatos e suas propostas, aliada à descrença na política, contribui para a apatia eleitoral. É fundamental que as campanhas políticas se esforcem para alcançar um público mais amplo e diversificado, utilizando meios de comunicação acessíveis e mensagens claras e objetivas. A participação política consciente e informada é crucial para uma democracia mais justa e representativa.



