Baixa representatividade feminina nas eleições de 2018 é tema da coluna
Em entrevista à coluna Boa Viagem, Eloisa Zarú discute a baixa representatividade feminina nas eleições de 2018.
Candidaturas femininas: um número alarmante
Apesar de representarem 51% da população brasileira, as mulheres compõem apenas 30% das candidaturas registradas no TSE para as eleições de outubro. Em Ribeirão Preto e região, o número é ainda menor. Dos cerca de 42 candidatos disputando vagas para deputado federal e estadual, apenas 3 ou 4 são mulheres. A situação é semelhante em outros cargos: 15% para presidência, 12% para governador e 18% para senador. Embora o TSE possa atualizar esses dados, o cenário atual demonstra uma preocupante sub-representação.
Comparativo com eleições anteriores e cotas
Em 2014, as mulheres representavam quase 32% das candidaturas a deputado federal, mas esse número caiu para 22,6% após indeferimentos, resultando em apenas 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados. Para as eleições de 2018, além da cota mínima de 30% de candidaturas femininas, há também uma cota de 30% do fundo eleitoral e do tempo de propaganda destinado às mulheres, visando combater as candidaturas “fantasma” do passado.
Desafios e perspectivas
A jornada tripla das mulheres – trabalho, casa e filhos – representa um grande desafio para a participação política feminina. No entanto, observa-se uma crescente conscientização por parte dos homens sobre a importância da igualdade de responsabilidades na criação dos filhos. Embora a igualdade de gênero ainda esteja distante, as cotas representam um passo importante em direção a uma maior representatividade feminina na política brasileira.



