Empresa farmacêutica brasileira investe em novo anticoncepcional, que diminui para quase zero os riscos de tromboembolismo
Novo anticoncepcional promete reduzir riscos de trombose
Uma parceria entre uma indústria farmacêutica brasileira e uma empresa belga desenvolveu um novo anticoncepcional com potencial para revolucionar o mercado. O medicamento utiliza um estrogênio sintético idêntico ao produzido pelo corpo humano, minimizando os riscos de trombose, uma das principais preocupações associadas aos métodos contraceptivos tradicionais. De acordo com o diretor de um hospital maternidade, a utilização de anticoncepcionais orais, que podem conter estrogênio e progesterona ou apenas progesterona, apresenta riscos de tromboembolismo venoso. Esse novo medicamento, no entanto, se mostra promissor ao reduzir esse risco a quase zero.
Benefícios além da contracepção
A inovação não se limita à redução de riscos. O novo anticoncepcional também oferece benefícios para mulheres que buscam controlar sua menstruação por motivos profissionais ou pessoais. A possibilidade de uso contínuo do medicamento permite a supressão da menstruação, o que pode ser vantajoso para algumas mulheres. O médico entrevistado destaca que, para algumas mulheres, a menstruação mensal é um transtorno, e o uso contínuo de anticoncepcionais com estrogênio e progesterona ou apenas progesterona pode ser uma solução.
Próximos passos e expectativas
A terceira fase dos estudos clínicos, que inclui participantes brasileiras, está prevista para ser concluída em 2019. A expectativa é que o novo anticoncepcional chegue ao mercado em 2020, oferecendo uma alternativa mais segura e eficaz para o controle da natalidade. A indústria farmacêutica demonstra grande otimismo com os resultados obtidos até o momento, indicando que o produto poderá representar um avanço significativo na contracepção feminina.
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O desenvolvimento desse novo anticoncepcional representa um passo importante na busca por métodos contraceptivos mais seguros e adaptados às necessidades das mulheres. A redução dos riscos de trombose e a possibilidade de controle da menstruação são fatores relevantes que podem melhorar a qualidade de vida de muitas mulheres.



