Estudo aponta que mulheres correm mais riscos de perder emprego para a automação
O Fórum Econômico Mundial, realizado na Suíça, apresentou um relatório alarmante: mulheres correm maior risco de perder seus empregos para a automação do que os homens. Este estudo, intitulado “Rumo a uma Revolução da Requalificação”, analisou o impacto da inteligência artificial e da robótica no mercado de trabalho.
Mulheres em maior risco
A pesquisa, baseada em dados de mais de 50 milhões de anúncios de emprego online nos EUA, revelou que 57% dos empregos femininos estão ameaçados pela automação, contra 43% dos empregos masculinos. Isso se deve, em parte, à concentração feminina em cargos administrativos e de suporte, frequentemente automatizáveis. Profissões como secretária, por exemplo, são citadas como altamente suscetíveis à substituição por máquinas.
A necessidade de requalificação
O relatório destaca a importância da requalificação profissional como ferramenta crucial para mitigar os impactos da automação. Dados animadores mostram que 95% das mulheres em risco de perder seus empregos podem encontrar novas oportunidades se investirem em sua requalificação. Por outro lado, aqueles que não se adaptarem às mudanças tecnológicas têm chances muito menores de recolocação (apenas 16%). A pesquisa também aponta para uma disparidade de oportunidades: homens têm acesso a um número significativamente maior (22) de novas funções em comparação com as mulheres (12).
Desigualdade e o futuro do trabalho
O estudo do Fórum Econômico Mundial serve como um alerta para a necessidade urgente de políticas de requalificação global, especialmente focadas em mulheres. A automação, prevista para afetar 1,4 milhões de empregos nos EUA até 2026, exige uma resposta imediata e eficaz para evitar o aumento da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. A rapidez das mudanças tecnológicas exige adaptação e proatividade por parte de indivíduos e governos para garantir um futuro profissional justo e equitativo para todos.



