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Pesquisa diz que 50% dos brasileiros aprovam prisão de mulher que realiza aborto
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Pesquisa diz que 50% dos brasileiros aprovam prisão de mulher que realiza aborto

Pesquisa diz que 50% dos brasileiros aprovam prisão de mulher que realiza aborto

O aborto no Brasil: Pesquisa revela opiniões divergentes

Criminalização do aborto: uma visão popular

Uma pesquisa recente do Instituto Patrícia Galvão, realizada entre 27 de outubro e 6 de novembro, entrevistou 1600 pessoas em 12 regiões metropolitanas do Brasil. O estudo revelou um dado alarmante: 50% dos brasileiros acreditam que mulheres que abortam devem ser presas. Isso demonstra uma tendência significativa de criminalizar o aborto no país, mesmo com a legalização em casos específicos.

Aborto legal e a opinião pública

Apesar da visão majoritária de criminalização, a pesquisa também apontou nuances importantes. Em casos de estupro, risco de morte para a gestante ou má formação fetal, a maioria dos entrevistados (67%, 61% e 75%, respectivamente) se mostrou a favor do aborto. No entanto, quando o aborto é intencional e não se enquadra nas exceções legais, a rejeição é muito maior. A pesquisa também destacou a divergência de opiniões em casos de gravidez não planejada ou impossibilidade financeira para criar a criança.

Aborto como questão de saúde pública

A pesquisa ressalta a urgência de se tratar o aborto como questão de saúde pública. Estimativas apontam entre 600 mil e 1 milhão de abortos provocados ilegalmente por ano no Brasil, resultando em uma morte a cada 36 horas devido a complicações. A pesquisa também investigou o conhecimento dos entrevistados sobre mulheres que abortaram, revelando que 26% conheciam alguém próximo que passou por essa situação. Por fim, 51% das mulheres e 48% dos homens entrevistados afirmaram que jamais fariam ou permitiriam um aborto.

Os dados levantados demonstram a complexidade do debate sobre o aborto no Brasil, envolvendo questões éticas, morais, religiosas e sociais. A pesquisa destaca a necessidade de um diálogo mais amplo e aprofundado sobre o tema, considerando a realidade de milhares de mulheres que se veem em situações difíceis e precisam de acesso a serviços de saúde seguros e adequados.

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